sábado, 4 de maio de 2013

FALANDO DE ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO PEDAGÓGICO PARA ALUNOS com NEE: Área de Condutas Típicas

FALANDO DE CONDUTAS TÍPICAS
CONDUTAS TÍPICAS
PSICOLOGIA
O homem não é somente corpo e aparência, e sim também é psíquico “mente”, e esse corpo psíquico mal cuidado também pode adoecer, é através da doença é que podemos evidenciar que algo acontece conosco em ambos os corpos físico e psíquico.
O termo psicologia surgiu na união de duas palavras gregas: psique “alma” e logos ciências ou tratado, pois os antigos filósofos buscavam dar respostas a tudo tanto a cerca da alma como a natureza, corpo, destino, morte e a origem das ideias.
A psicologia é a ciências que tem objetivo em estudar as relações que ligam sujeito enquanto pessoa ao seu mundo, essa ciências esta observando ideias, sintomas, comportamentos, desenvolvimentos, adaptações, sentimento do homem ao seu meio físico social e cultural, ou seja é o estudo da personalidade humana.
Personalidade tem origem do latim persona, máscaras usadas pelos atores de teatro da antiguidade em representar um determinado personagem, refere-se ao aspecto externo do individuo, era a forma de a plateia percebe-los exemplo: personas sorrindo demonstrando alegria, personas triste demonstrando infelicidade.
A personalidade é uma descrição individual do ser humano presente desde a infância que está ligada ao afeto no sentir e agir.
Vamos lá entender o que é Distúrbio de Conduta...
Distúrbio de conduta nada mais é que desviar-se das normas de condutas conhecidas por todos, pois uma criança se desenvolve em referência ao ambiente onde habita e se relaciona com significação pra si, e através de sintomas percebemos que alguma coisa esta acontecendo com ela.



Transtornos da Personalidade
O transtorno de personalidade resulta em característica que não é normal de uma pessoa, aos olhos da média estatística de outras,  ou seja de uma forma de viver que foge dos critérios ditos como “normais”
Mas não chegam a preencher os critérios para um transtorno mental franco.
As alterações permanentes constitui o que poderíamos chamar de Ego Patológico ou transtorno de personalidade, esse transtorno poderia atuar de maneira permanente, continuada e duradoura de um ego não-normal ao contrário das alterações patológicas que pode ocorrer durante a vida á partir de momentos de surtos, crises, etc...
Diz-se em psicopatologia as anormalidades da personalidade se repostam principalmente em classificar à personalidade como resultado desta ou daquela maneira de existir, enquanto o normal seria a pessoa ter um pouco de cada característica humana sem prevalecer patologicamente nenhuma delas.
A personalidade sendo classificada através de um traço, torna possível sua classificação, mesmo que ainda essa classificação prejudique a liberdade desta personalidade ser livre e desimpedida de qualquer estigma limitador de sua maneira de ser, características que faça sofrer seu portador e outras pessoas, aí então ao invés de estarmos diante de apenas um certo tipo de personalidade, ou de um certo traço, estaremos diante do transtorno de personalidade.
DEVEMOS ESTAR ALERTAS A TAIS SINTOMAS:
1.   Distúrbio de Sono
·        Sono irregular
·        Sonolência
·        Sono insuficiente e intranquilo
·        Sonambulismo
·        Pesadelos
·        Terror noturno
2.   Distúrbio da alimentação
·        Apetite pervertido
·        Superalimentação ou obesidade
·        Rejeição ou anorexia
3.   Distúrbio da motricidade
·        Lateralidade cruzada
·        Atraso na marcha
·        Inibição psicomotora
·        Instabilidade psicomotora
·        Debilidade psicomotora
4.   Distúrbio da palavra e linguagem
·        Afasias (não falar)
·        Atraso no inicio da linguagem
·        Mudez
·        Distúrbio de simbolização
·        Distúrbio de compreensão
·        Distúrbio de fonação
·        Distúrbio de ritmo (gagueira)
·        Distúrbio de articulação (dislalias ou má pronúncia)
5.   Distúrbio da sociabilidade
·        Timidez
·        Agressividade
·        Distúrbio na atividade lúdica
·        Distúrbio de grupo
6.   Distúrbio da sexualidade
·        Prostituição
·        Masturbação
·        Zoofilia
·        Agressão sexual
·        Incesto
·        Fetichismo
7.   Hábitos e manipulações
·        Devaneios (ausência de razão)
·        Chupar dedo
·        Roer unhas
·        Hábitos rítmicos
·        Puxar pelos e cabelos
·        Sucção de línguas
8.   Distúrbios da escolaridade
·        Adaptação escolar
·        Inquietude escolar
·        Insuficiente rendimento escolar
·        Incapacidade para leitura-dislexia
·        Incapacidade para escrita-disgrafia
·        Incapacidade para aritmética discalculia
·        Incapacidade para desenho.
AUTISMO INFANTIL
Transtorno do desenvolvimento
Na classificação do DSM.IV, o Transtorno Autista está localizado dentro dos transtornos invasivos do desenvolvimento, então o Autismo infantil é um transtorno do desenvolvimento da pessoa, sendo assim um transtorno constitucional.
Segundo a classificação CID.10 o Transtorno Autista é como um transtorno global do desenvolvimento, sendo assim anormal ou alterado e se manifesta antes da idade de três anos apresentando uma perturbação nas interações sociais, comunicação e comportamento.
Para entendermos melhor esse transtorno do desenvolvimento, veremos a seguinte fórmula biossociológica:
Fenótipo = Genótipo + Ambiente
Isso significa que somos fenótipo, um resultado daquilo que trouxemos do mundo, através de nossos genes (genótipo), com aquilo que o mundo nos deu (ambiente). Então devemos buscar o cerne do indivíduo, considerado em sua totalidade única, a mistura enigmática do inato com o adquirido, do biológico com o ambiental e da pessoa com a cultura.
Devemos entender como desenvolvimento as mudanças sofridas pela pessoa, no decorrer de sua vida, estimulado pelo ambiente com séries de interações e respostas, sejam eles físicos, alimentares, sensoriais, cognitivos ou emocionais, com isso haverá a mudança do ser humano.
O Transtorno Autista haverá prejuízo severo das interações interpessoais, da comunicação do comportamento global.
Causas
Até hoje o Transtorno Autista carece de maiores explicações médicas para seu aparecimento, alguns estudiosos tentaram estabelecer relação com a frieza emocional das mães e pais com o desenvolvimento autista, kaner julgava que o comportamento dos pais poderia influir no aparecimento da síndrome. Ele havia observado em seus 11 pacientes iniciais que ele seus pais eram intelectualizados e emocionalmente frios, na grande maioria dos casos.
Apesar dessa evidencia é importante sabermos que essa dinâmica emocional familiar não é suficiente para justificar o aparecimento desse Transtorno, então não pode ser num todo um transtorno adquirido e atualmente o autismo tem sido definido como uma síndrome comportamental resultante de um quadro orgânico.
Sintomas
O sintoma essencial básico e primário é o severo déficit cognitivo que é a mais importante desvantagem dessas crianças em relação ás outras, essa prevalência sintomática começa a ser dada aos déficit cognitivo em relação ao social.
Universalmente é reconhecido que o autista tem grande dificuldade em relação á expressão das emoções. Faria parte dessa anormalidade específica uma incapacidade de reconhecer a emoção no rosto dos outros, uma falha constitucional envolvendo os afetos, uma ausência de coordenação sensório-afetiva e déficits afetivos comprometendo as habilidades cognitivas e de linguagem.
Segundo Kaner o Transtorno Autista é conhecido como a incapacidade inata para o relacionamento pessoal, ou seja “podemos supor que estas crianças vieram ao mundo com a incapacidade inata de constituir biologicamente o contato afetivo habitual com as pessoas, assim como as outras crianças vêm ao mundo com deficiências físicas ou intelectuais inatas”.

Diagnóstico
Para um diagnóstico médico preciso do Transtorno Autista, a criança deve ser bem examinada, tanto fisicamente quanto psico-neurologicamente.
A avaliação deve incluir entrevista com os pais e outros parentes interessados, observação e exame psico-mental e algumas vezes de exames complementares para doenças genéticas ou hereditárias.
Hoje em dia podemos fazer alguns estudos bioquímicos, genético e cromossômicos, eletroencefalográficos, de imagens cerebrais anatômicas e funcionais e outros que se fizerem necessários para o esclarecimento do quadro. Não obstante o quadro do autismo continua a ser clínico, portanto não poderá ser feito por alguns testes ou escalas de avaliação.
Segundo o DSM.IV, os Transtornos Invasivos do desenvolvimento onde se inclui o autismo se caracteriza por prejuízos severos e invasivos em varias áreas do desenvolvimento exemplo na interação social, nas habilidades de comunicação, nos comportamentos, nos interesses e atividades, então isso representa desvio acentuado em nível a relação do nível de desenvolvimento ou idade mental do indivíduo, esta seção do DSM.IV inclui o Transtorno Autista, Transtorno de Rett, Transtorno Desintegrativo da Infância e o Transtorno de Aperge.
Em comum esses Transtornos se manifestam nos primeiros anos de vida e estão associados a um Retardo Mental.
Repertório restrito de atividades e interesses
Finalizando a tríade diagnóstica, um repertório restrito e pouco criativo de interesses e atividades ocorre na criança autista, pois elas tem interesse anormal tanto em seu foco tanto como intensidade, exemplo o autista pode aprender de várias formas e quantidade informações sobre um determinado assunto, memorizando uma gama de informações e conversando de forma insistente e estereotipada sobre o assunto por ele escolhido.
Em sua atividade lúdica costumam focar seu interesse em apenas um determinado brinquedo ou maneira de brincar(ex: ficam enfileirando carrinhos durante horas), eles apresentam insistência na “mesmice” que se apresenta pelo seu comportamento inflexível e suas rotinas e rituais não funcionais, por exemplo costumam seguir sempre determinados caminhos até a escola, tem rituais para dormir e para se alimentar. Mudanças no ambiente onde ela frequenta pode causar agitação psicomotora e agressividade, e as mudanças mínimas causam quadros mais severos do que as mudanças maiores. Exemplo: Um menino de 5 anos chorou durante quase uma hora até sua mãe perceber que havia retirado um livro de sua estante, ao ter o livro reposto, parou de chorar em segundos.
As rotinas e rituais se agravam na adolescência, chegando a um diagnóstico de transtorno obsessivo-compulsivo.
Na maioria dessas crianças autistas se apegam a pedras, tampa de panelas, coisas que brilham, pedaços de brinquedos, fios ou seja a determinados objetos e ela segura esses objetos durante dias, se tentarem remover ela fica muito brava e para se proteger balanceio da cabeça, movimentos com os dedos, saltos, se rodeiam.
Interação social recíproca
O distúrbio na interação social do autista pode ser observado desde o início da vida, através do olhar podemos observar pois a criança olha de canto ou muito brevemente e também resistem ao toque e abraço dos próprios pais, essas crianças também demonstram falta de iniciativa, curiosidade ou comportamento exploratório quando bebês.
Nas pesquisas seu pais dizem que essas crianças ficam felizes em ficar sozinhas, pois sentem se em seu próprio mundo.
As crianças autistas utilizam um jeito instrumental para conseguirem o que querem ex: pegam na mão de sua mãe e a faz abrir a porta pra ela, em vez dela mesma abrir.
Então eles não mostram seus pontos de vistas pois não conseguem ter isso, e isso faz com que a criança seja falha, afetando seus sentimentos como medo, raiva e alegria, para elas animais e objetos são a mesma coisa.
Elas não compreende a relação de amizade, algumas não te amigos e outras acham que todos são seus amigos, elas tem dificuldade em contato social.
Com o passar dos anos as anormalidades de relacionamento social tornam-se menos evidentes, principalmente se a criança é vista próxima de seus familiares.
Linguagem e comunicação
Os autistas ao iniciarem sua comunicação e linguagem, os pais começam a perceber que seus filhos são diferentes das outras crianças da mesma idade. Muitas das vezes acaba atrasando a aquisição de linguagem verbal e acabam buscando ajuda médica.
Quanto a aquisição da comunicação não verbal na criança autista é quase inexistente.
Normalmente os bebês expressam suas emoções através da face, exploram o espaço procurando objetos ou para obter contato físico com seus pais, com as crianças autistas isso não ocorre pois as mesmas tem dificuldades em gesticular em mímicas, em falar etc...
Por isso através dos Jogos de “faz de conta” e de imitação, podemos observar as crianças com desenvolvimento normal e as com ausência de gestualidade e comunicação, a maioria das crianças autistas não adquirem linguagem verbal e as que adquire apresentam desvios de linguagem segundo DAHGREN&GILBERG 1989).
Aproximadamente 37% das crianças autistas conseguem falar as primeiras palavras corretamente, e de repente elas param de falar, entre o vigésimo quarto e o trigésimo mês.
SINDROME DE RETT
É uma causa desconhecida registrada apenas em menina num desenvolvimento inicial quase normal, tipicamente seguido com perda total ou parcial de habilidades manuais adquiridas e da fala, junto a uma desaceleração do crescimento do crânio, tendo início dos 7 e 24 meses de idade.
As características são: estereotipias de aperto de mão, hiperventilação e perda de movimentos das mãos, convulsões frequentemente desenvolvendo durante início ou meio da infância, desenvolvimento social e lúdico é interrompido nos dois ou três anos, mas o interesse social tende a se manter.
Diretrizes diagnósticas
Na maioria o início está entre 7 e 24 meses de idade, aspectos é a perda proposital das mãos, perda fácil ou desenvolvimento da linguagem, movimentos tortuosos, sempre fazem a “lavagem de mão” com a saliva colocando sempre o braço flexionado frente o tórax ou queixo, fala de mastigação na hora de se alimentar, frequentes salivação excessiva e perda de envolvimento social, a marcha tende a ser bem alargada, crise epiléptica usualmente com idade no início ou antes dos 8 anos.
Diagnóstico diferencial
A Síndrome de Rett é diferenciada por base na falta de movimentos propositais da mão, desaceleração do crescimento do crânio, movimentos do tipo lavar as mãos e falta de mastigação apropriada.
SINDROME DE ASPERGER
É um transtorno de validade nosológica incerta, caracterizado pelo tipo de anormalidades qualitativas de interação social recíproca que tipifica o autismo, junto com repertório de interesses e atividades restrito, estereotipado e repetitivo. O transtorno difere do autismo primariamente por não haver nenhum atraso ou retardo global no desenvolvimento cognitivo ou de linguagem. A maioria dos indivíduos é de inteligência global normal, mas é comum que seja marcantemente desajeitada; a condição ocorre predominantemente em meninos (em uma proporção de cerca de 8 garotos para uma menina). Parece altamente provável que alguns casos há variedades leves de autismo, mas é incerto se é assim para todos. Há uma forte tendência para que as anormalidades persistam na adolescência e na vida adulta e parece que elas representam características individuais que não são grandemente afetadas por influências ambientais. Episódios psicóticos ocasionalmente ocorrem no inicio da vida adulta.

Diretrizes Diagnósticas
Conseguimos diagnosticar observando a falta de qualquer atraso global significante no desenvolvimento da linguagem ou cognitivo, como com o autismo, a presença de deficiências qualitativas na interação social é reciproca, pode haver ou não problemas de comunicação similares ao autismo, mas um atraso significativo de linguagem excluiria o diagnóstico.
Impulsos agressivos-destrutivos
·        Frangofilia
Impulso ao estraçalhamento de roupas, vestes, travesseiros, colchões, móveis, etc...
Com expressão de hostilidade ativa involuntária, ou seja ocorre sem se esperar com impulso com caráter seletivo e simbólico, com mudanças afetiva com personalidade desajustada ou imatura do tipo histérico.
·        Piromania
Impulsos sintomáticos de provocar incêndios pelo prazer de ver a chama. Porcentagens verificadas na epilepsia e em personalidades psicóticas, cujo passado social repontam anormalidades de todos os gêneros.
·        Homicídios e suicídios
São sempre cometidos com as caracteres de subitaneidade e irresistibilidade intrínsecas, independente da existência ou não de motivações externas, humanamente compreensíveis.
Podem ocorrer em neuróticos, personalidades psicóticas e esquizofrênicos.

No estado melancólico ele pode voltar-se contra si mesmo, sendo frequentíssimos casos de suicídios sempre após longa meditação e preparação.
·        Toxicofilia
Tendência interior, inelutável, busca a substancia tóxica, entorpecentes ou euforisticas.
·        Dipsomania
Impulso periódico a ingestão de grandes quantidades, não apenas de bebidas alcoólicas, mas de qualquer substância líquidas ao seu alcance.
·        Cleptomania
Impulso a apropriação, captação ou subtração de objetos dos outros, independente do valor é um ato compulsivo, de forte ansiedade, que somente se satisfaz após a sua consumação. Há formas sintomáticas em relação á enfermidades orgânico-cerebrais com funcho neuróticos na dependência de conflitos e frustações emocionais, conscientes e inconscientes.

O TRANSTORNO DE DÉFICIT DE ATENÇÃO/HIPERATIVIDADE (TDAH)
É uma enorme frustração que pais e seus filhos portadores desse distúrbio experimentam a cada dia, crianças, adolescentes e adultos hoje diagnosticados com TDAH são rotulados de “problemáticos, desmotivados, avoados, malcriados, indisciplinados, irresponsáveis” ou até mesmo “pouco inteligentes” ou seja tem conotação negativa.
O grande problema que a maioria das pessoas ainda desconhecem esses transtornos sendo que 3% a 5% das crianças em idade escolar podem ser incluídas nesse diagnóstico.
Garanto que ninguém descreve positivamente as pessoas com Déficit de Atenção/Hiperatividade como inteligentíssimo, amável sendo que estes sim descrevem melhor as pessoas.
Essas pessoas com TDAH tem distúrbio neurológico sério mas tratável, embora de déficit diagnóstico e acompanhamento, devido a necessidade de um trabalho contínuo, pois apesar das dificuldades decorrentes, podem aprender a tirar melhor partido das suas características e realizar todo seu potencial.
O TDAH pode ser considerado um dom, eles conseguem chegar imediatamente ao âmago da situação enquanto os outros só chegam lá de maneira racional e metódica.
Se todos ajudarem os TDAH poderão se beneficiar de um talento ainda não aproveitado.
Sua característica é a movimentação excessiva do individo, falta de atenção, impaciência, impulsividade de focalizar por muito tempo em um determinado objetivo.
Resultados ao estudante: problemas de rejeição, dúvida quanto a sua capacidade intelectual, baixa autoestima, e várias situações informadas á maioria das pessoas próximas podem ser eliminadas.
As pessoas que não tem conhecimento chama as crianças portadoras de pestinhas, diabinhos, hiperativos, etc... pois essas crianças estão sempre em movimento e não conseguem ficar paradas, nem mesmo os pais conseguem faze-las ficarem quietas.
E esses pais são os que mais sofrem com a inquietude do filho, passando assim um stress psicológico, pois são cobrados da sociedade, dos professores e familiares o comportamento calmo do filho, do outro lado esta a criança que se mostra resistente a toda tentativa de mudança de comportamento, ainda os pais tem que pagar pelos danos feito a terceiros ou pra ele próprio provocado pelo “anjinho”.
A população, até os próprios médico muito das vezes são leigos de conhecimento sobre esse transtorno também conhecido em 1987 por DDA em português como Distúrbio de Déficit de Atenção e em inglês como ADD (Attencion Deficit Disorder) ou Sindrome de Deficit de Atenção.
Essas pessoas com ADD passam a vida toda sendo acusadas de desiquilibradas, loucas, preguiçosas, mal educadas, etc... sendo que as mesmas são portadoras de uma síndrome .
Antes ainda era pior, os pais eram acusados de falha moral com os filhos e o tratamento era castigo e punições físicas, depois Still propôs uma base psicológica para o problema, apesar de demorar algumas décadas mas foi um grande passo.
Depois de muito estudo ao longo de anos, passando por várias evidências começaram a surgir e ficou claro que ADD estava realmente associada á alteração do metabolismo cerebral, acabando definitivamente com a dúvida sobre a real existência da síndrome e sua ligação biológica.
Características Clínicas
·        Instabilidade e Hiperatividade
·        Dificuldade de atenção e concentração
·        Problemas de aprendizado
·        Distúrbio do comportamento
·        Retardos na fala
·        Distúrbios motores
Dificuldade de atenção e concentração
Isso é o que mais caracteriza o individuo de ADD, a falta de atenção e concentração, pois ele se distrai facilmente com outro estímulo, pois o mesmo sente necessidade extrema em prestar atenção em estímulos novos, e passam a impressão de nunca completar uma tarefa.
Essas pessoas também tem dificuldades de memorizar coisas e se lembrar de compromissos, esquecem onde deixou chaves e objetos.
E essa falta de atenção acarreta em problemas profissionais, pois as pessoas tem impressão que ela não esta nem ai com as coisas.

Problemas de Aprendizado
Os problemas de aprendizado se apresentam através da dificuldade de prestar atenção e manter concentração como problemas de Dislexia, Disgrafia e Discalculia  além de problema sociais no ambiente escolar por causa dos problemas de comportamento e isolamento social consequente.

Distúrbio do Comportamento
O indivíduo com ADD tende a exibir um comportamento irrequieto que faz com que as pessoas a sua volta o tratem de forma diferenciada e na maioria das vezes essa diferenciação é negativa, pois muitos o chamam de preguiçosos e outrens.

Distúrbios Motores
As pessoas com ADD apresentam distúrbios como incordenação e a hiperatividade, incordenação é o atraso ou dificuldade em andar de bicicleta, escrever, modo desajeitado nos movimentos etc... A hiperatividade é a dificuldade do indivíduo em controlar seus movimentos, o indivíduo é incapaz de ficar alguns segundos parado.

Retardo na Fala
Os indivíduos com ADD apresentam alguns casos de retardos na fala presentando se em 3 casos:
1     Retardo da Aquisição
2     Dislalias
3     Distúrbios de Ritmos
O Retardo na fala a criança chega na fase da alfabetização com a fala não totalmente desenvolvida.
Dislalias ou seja a troca de fonemas, apresenta em idade superior ao esperado.
Distúrbio de ritmo se apresenta através do “clutter”, ou seja a falta da separação nítida entre uma palavra e outra dificultando o entendimento.

Histórico e anaminese detalhada
Devido ás dificuldades de se associar ADD com algum sintoma ou problema físico, o histórico pode mostrar problemas com a atenção, dificuldade de aprendizado, problemas em se manter parado, dificuldades na coordenação motora, dificuldade em movimentos rápidos, déficits de linguagem, problemas com a fala e problemas psicológicos secundários como depressão e agressão, baixos autoestima, além de problemas de epilepsia, transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC), problemas com drogas, comportamento de alto risco e personalidade limítrofe (borderline).

Dificuldades no diagnóstico de ADD e soluções
A grande complicação encontrada no diagnóstico da ADD é a dificuldade de diferenciação do problema em relação a outros problemas psicológicos e físicos ou até a normalidade, então esse diagnóstico é feito por equipe multidisciplinar como médico, psicólogos, pedagogos junto aos histórico detalhado das doenças.

Tratamento
Tratamento psicofarmacológico de ADD é feito através de estimulantes com Dextroanfetamina (Dexedrina) e do Metilfenidato (Ritalina).
A ação dessas substâncias ainda é desconhecido, mas alguns autores acreditam que ela funciona, além desse tratamento tem a psicoterapia que é feita ao longo da vida.

FALTA DE LIMITES
Educar o ser humano é um grande desafio nos dias atuais, e alguns fatores apontam a falta de limite na educação da criança, tendo assim sumido os valores morais do nosso cenário, pois estamos vendo muita corrupção ininterrupta: na politica, empresas, igrejas, etc... apresentado a mídia, e com isso dificilmente a lei é cumprida, e hoje penas que ser esperto é ser tudo, uma grande hipocrisia e ignorância da nossa massa.
Outro fato que contribui para essa falta de limites é a ausência dos pais, as crianças sobrevivem em centro educacionais, tendo que se desenvolver sozinhas, e com isso os pais se sente culpados a acabam sendo permissivos demais, perdendo assim o controle de educar os filhos, os filhos já não tem mais alguém para se espelhar, cada dia que passa esta nas mãos de alguém diferente, por isso crescem inseguras e sem limites.
Aos pais de hoje na maioria esqueceram-se do seu papel social, jogam a responsabilidade dos mesmos para as escolas e com isso este mais complicado e confuso para as crianças lidarem com seus sentimentos, pois antes os filhos eram tão apegados aos pais, que tinham medo de magoa-los pelo sentimento protetor que tinham dos mesmos, hoje ele é completamente diferente.
PSICOSE INFANTIL
Geralmente e tradicionalmente os psiquiatras definem o termo psicose como um distúrbio no sentido da realidade ou seja uma desorganização da personalidade como confusão entre o mundo imaginário e perceptivo na ausência do Ego*(Freud), a estrutura limitante entre esses dois mundos.
·        Característica do psicótico infantil:
ü Dificuldade de afastar da mãe;
ü Problemas na compreensão do que vê, dos gestos e da linguagem;
ü Alteração nos discursos repetindo frases ouvidas, também referindo a ela mesma como 3º pessoa do singular do seu próprio nome;
ü Alteração na produção da fala na altura, ritmo e modulação;
ü Habilidades especiais;
ü Conduta embaraçosa;
ü Bulimia indiferenciada colocando qualquer objeto na boca.
INCIDÊNCIA
Segundo a Organização Mundial de Saúde, o Distúrbio Autista é cerca de três vezes mais comum em meninos que meninas, ou seja na população geral, é cinco em cada dez mil pessoas, e a maior incidência é em crianças, acima de sete a oito anos de idade e é igual para os dois sexos.

ESQUIZOFRENIA INFANTIL
ü Defeito primitivo no sistema nervoso, tendo na expressão clínica em uma desarmonia na organização das funções orgânicas sendo anomalia primária, sendo a ansiedade a maior resultante como essencial do quadro clínico que traduz por desvios biológicos e pelas instabilidades das funções orgânicas.
ü As crianças esquizofrênicas não rejeita totalmente o meio social, mas manifestam medo perante pessoas estranhas, ela utiliza mimicas estranhas, condutas esquisitas mais isso é do seu mundo irreal é a forma dela se comunicar.
O quadro clínico de esquizofrenia infantil tem como característica o transtorno das relações com exterior, tendência a um isolamento progressivo, sem sofrimento, as crianças excluem as diversões em grupo, ambivalência afetiva que esta entre a agressivo e a dependência de objetos e pessoas.
ü Transtorno de Conduta:
Afastamento, negativismo, comportamento oposicionista, fobia de animais, ritualismo, rigidez, estereotipias gestuais e verbais.
Por causa do comportamento fóbico acabam tendo alteração na conduta alimentícia, vestimenta e jogos.
Crises de destruição, agressão e crueldade, negligência em relação a vestimenta e higiene corporal.
ü Transtorno na ordem do pensamento:
Lentidão, falta de naturalidade, pensamento confuso, perda de memórias, etc...
ü Alterações no comportamento
Transtorno de humor desde depressão até hiperexcitação, alucinação de morte e autoflagelação e ás vezes tentativa de suicídio.
ü Sentimentos e estados delirantes ocorrem á partir dos 6 anos, mas pode ocorrer em outras idades também, perda da noção da realidade, sensação de transformação corporal, sentimento de perda da identidade.

ü Desorganização psicomotora: atitudes desagradáveis, hábitos repetitivos, gestos estereotipados, atividades como ritual, desaceleração ou hiperatividade.

ü Transtorno da linguagem: mutismo total ou parcial, dificuldade com uso de pronomes, linguagem simbólica desordenada, utilização de palavras desconhecidas, também confundem a realidade com a fantasia perdendo assim a noção de sua identidade e limite corporal, pode haver recuperação significativa, mas é preciso empenho e muita dedicação dos pais e professores.
ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA:
Ao Professor:
ü Discutir com o(a) adolescente a melhor maneira de auxiliá-lo no processo de ensino aprendizagem (o que atrapalha, o que auxilia). Isto inclui discutir com o mesmo qual melhor lugar para sentar-se e outras estratégias de ensino aprendizagem.
ü Solicitar dele(a) um trabalho ativo em sala de aula, como ir á lousa, ser assistente do professor (a) em atividade de organização.
ü Dar instruções sempre solicitando que o mesmo esteja olhando em direção ao interlocutor, uma vez que sua memória visual é melhor que auditiva.
ü Fazer um contrato de pontos positivos a serem oferecidos a ela(o) sempre que o mesmo apresentar os comportamentos adequados.
ü Não punir ele(a) na frente de outras pessoas, por seus comportamentos de desatenção e sim solicitar que ele vá até a presença do professor e falar-lhe olhando diretamente e solicitando dela qual o comportamento não estava adequado e o que ele sugere que possa ser feito ou como deve se comportar naquele momento.
ü O aluno precisa de mais tempo que os outros alunos para executar suas tarefas e provas em sala de aula, uma vez que o mesmo possui dificuldades para execução das mesmas.
ü Os pais devem acompanhar o trabalho que esta sendo feito com o filho em casa, ajudando e apoiando o mesmo, utilizando regras de comportamentos em seu meio social, programando um tempo para atividades lúdicas e atividades reforçadoras em um ambiente bem organizado, que não venha a atrapalhar a atenção do mesmo, apontar comportamentos adequados e inadequados, para que possa ter resultados em seus trabalhos, e sucesso esperado pelo adolescente.
Texto baseado na Organização do Trabalho Pedagógico para Alunos Com NEE: Condutas Típicas do ministrante Luiz Antonio Correa, Curitiba 2006. Reescrito por Adriana E.de.S.M.Quintano 04/05/2013

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